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Sábado, 23 de Fevereiro de 2008

On The Road: Braga



Esta digressão já nos levou a teatros lindíssimos, mas nenhum é comparável ao Theatro Circo de Braga. Arrisco mesmo a dizer que é o sítio mais bonito onde toquei em toda a minha  vida, uma sala encantada vinda de um outro tempo que não o nosso. A sala cheia e entusiasmada sob as luzes de palco e da bola de espelhos gigante é uma imagem que vai ficar comigo durante muito tempo. Um dos melhores concertos desta tour, sem dúvida nenhuma.


Mas comecemos pelo princípio...

 



À porta do restaurante onde almoçámos, o resquício do dia dos namorados ainda se fazia sentir. Gosto da confusão temática destes autocolantes onde tudo é cruzado no mesmo contexto, a mensagem do amor misturada com a proibição tabágica.


 



A viagem foi longa, o que permitiu um pouco de tudo. De conversas técnicas sobre pedais de guitarra a pequenas sestas improvisadas em cima de camisolas dobradas, tudo é válido. Se houvesse um prémio para a banda mais nerd de Portugal, a nossa estaria na corrida para os lugares cimeiros. Um dos pontos altos ocorreu quando pedi um cabo USB ao Ricardo Fiel (que estava sentado mesmo à minha frente) não através de um som ou palavra, mas sim através do Messenger. Como diria a minha avó, é o Apocalipse, está perto.




Antes do espectáculo, o ambiente era de euforia. Acho que todos vimos aquela sala como um sítio especial e que iria ajudar-nos a fazer desta noite algo de diferente. E foi mesmo isso que aconteceu.




 


Imediatamente antes de entrar em palco, cruzei-me com o staff do teatro, aqui a contar os bilhetes da noite. Não via uma cena destas a processar-se desde 1998, onde eu próprio acabei a noite a contar bilhetes numa discoteca algarvia. A boa disposição imperava aqui também e fotografei-os para a posteridade.


 


E sim, são mesmo as maçanetas da porta de entrada do teatro.


 


Depois de tudo terminado, tive oportunidade de conhecer algumas das pessoas que tinham estado no teatro nessa noite e de reencontrar outras, como estas raparigas que conheci noutra ocasião. Não resisti a fotografá-las com as t-shirts alusivas aos temas do disco, feitas pelas próprias.




Fiquei contente de saber que os pins voltaram a estar na moda, eu que percebo muito pouco dessa coisa a que chamam “tendências”. Eu tendo sempre a vestir a mesma coisa, no matter what, mas é bom ver um dos adereços da minha adolescência voltar em grande.




A certa altura, alguém me pede para eu escrever alguma coisa para alguém que não estava presente e tira este bloco do bolso. Senhoras e senhores, é a isto que se chama coragem. Exibir sem qualquer pudor um bloco de notas pessoal que fale do síndroma do intestino irritável não é para todos, só para os destemidos. É certo que a conversa tomou um rumo inesperado, mas outra coisa não seria de esperar.




Já no final da noite, ainda havia t-shirts alusivas a canções. Aqui está mais uma orgulhosa autora de um fashion statement.


Uma hora depois, encontrei-me com a minha banda numa discoteca em Braga. Apesar das discotecas em geral não serem um dos meus sítios preferidos para estar, valeu pela frase da noite. Um rapaz dirigiu-se a mim e, depois de confirmar a minha identidade, disse-me com uma confiança desmedida: "Epá David, eu sou teu ídolo!". Provavelmente ele não se lembrará de o ter dito, mas eu nunca me esquecerei.


Durante todo o dia, uma canção rodou mais que todas as outras. Apesar de não ser um apreciador extremo do trabalho deste senhor, esta canção é já uma das maiores do ano. Uma daquelas que abanam o ouvinte de forma brusca e emocional.  E como se não bastasse, um vídeo magnífico a acompanhar, ora vejam lá:



"I promise you will get old
I promised you everything
To protect you wherever you go
I'll give you this diamond ring

Just promise you will remember
A promise should last forever
Right up to the dying embers
Of a fire that burns so slow

It's a different day everyday
Don't want you to walk alone
But how long we carry on
When all of these things have gone

Just promise you will remember
That promises last forever
Still after the last dying embers
Of a fire that burns so slowly

It's a beautiful thing to do
Sometimes you just have to walk away
Remember I do love you
Have courage in what you say

And promise you will remember
That promises last forever
Still after the dying embers
The fire that burns so slowly

And sometimes you just have to walk away
Sometimes you just have to walk away
Wishing today was yesterday
Yeah, sometimes you just have to walk away"

Promises, Badly Drawn Boy
davidfonseca às 02:51
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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

"Read My Mind" (The Killers) ao vivo na Radar

 


Não é segredo que gosto muito de fazer versões das músicas dos outros, talvez porque me lembre sempre o quanto gosto de música acima de tudo o resto. Na altura em que fazia programas de rádio, era rara a emissão onde não aparecia uma nova versão de um tema antigo. Curiosamente, a minha carreira musical começou com uma versão ("A Little Respect" dos Erasure) e só recentemente voltei a gravar outra ("Rocket Man" do Elton John), mas há muito que outras canções surgem nos meus espectáculos.

Numa altura em que lanço uma edição especial de "Dreams In Colour" com algumas dessas versões (com direito a edições especiais e limitadas incluindo bilhetes para o Coliseu e tudo, um dia os discos vão ser TODOS assim!), aqui fica um momento especial na Radar nunca antes mostrado.

É de realçar a coreografia altamente complexa das figuras estranhas que habitam aquele estúdio numa tarde solarenga e aparentemente normal.
davidfonseca às 10:58
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Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008

On The Road: Lagos



No final da tarde do dia seguinte já estávamos em Lagos para mais uma noite agitada. Foi um dos auditórios que esgotou mais rapidamente  e por isso a expectativa era alta. O cansaço da viagem não impediu que esta fosse mais uma noite incrível desta tour.




Antes de actuarmos, jantámos muito bem num restaurante que tinha fotografado todos os pratos que produz. Adoro estas fotos de comida, um menu visual e explicativo. Neste caso, gosto especialmente das cores usadas, amarelo e azul, como se a festa gastronómica entrasse por um disco dos B-52's adentro!





Já perto do local do concerto, uma pergunta desconcertante. As fotos que ladeavam a pergunta continham pessoas num estado de efusividade alarmante, causado pelo tal Jelly Shot ali à esquerda. De facto, não sei se estaria preparado...





A 1 minuto de entrar em palco, este aviso estava colado na porta. E lembrei-me dos B-52's outra vez, desta vez com a canção que fala dessa luz estranha.

Durante estes dois dias, uma canção no Repeat mais longo dos últimos meses: "Time To Pretend" dos MGMT. E para aqueles com ligações rápidas, vale a pena ver o vídeo em alta definição aqui, é uma experiência visual que vale a pena.



Entre viagens e hotéis, consegui ver a 2ª série de Extras, uma confirmação absoluta do génio Ricky Gervais. É impressionante o timing e a forma como o texto flui em cada episódio, com várias personalidades a fazer cameos maravilhosos. Neste episódio, vemos David Bowie num momento absurdamente divertido inspirado pelo protagonista da série.
davidfonseca às 16:34
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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

On The Road: Sintra



Os concertos na zona de Lisboa são sempre uma surpresa...conheço sempre mais caras na plateia do que é normal e isso faz com que haja mais nervos à mistura. O Olga Cadaval é um dos teatros onde mais vezes actuei até hoje e é sempre um prazer voltar a uma sala tão incrível como esta.



O dia do concerto também é ligeiramente diferente quando estou perto de Lisboa. Durante o soundcheck da Miss Redshoes fiz alguma imprensa no backstage e acabei por aprender mais alguns truques e técnicas fotográficas com o João, autor da foto acima.



Horas antes desta foto, perguntavam-me a que rituais obedecia antes de entrar no palco. "Nenhum", respondi. Isto porque praticar skate numa tábua gigante não se pode contar como ritual.



Sempre que eu penso que é impossível que esta tour fique melhor, acontece uma noite como a de Sintra. Mais um momento inesquecível na digressão mais intensa e divertida da minha vida. As sombras e mistérios da Serra de Sintra lançaram alguma magia nesta noite, obrigado a todos os que lá estiveram.
davidfonseca às 04:50
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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Webisódio EXTRA!! - "12 de Abril de 2008"

 
davidfonseca às 01:18
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Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008

On The Road: Vila Real



Uma das coisas que mais gosto nesta digressão de teatros é a rotina de estrada que se instalou entre todos. Ao 5º concerto, mais do que uma banda e equipa na estrada, é quase como se fosse uma família circense a viajar pelas cidades do nosso país. A carrinha é um verdadeiro T1, malas apertadas e organizadas nos cantos possíveis, verdadeiros estaminés montados à beira de cada um. Almofadas, computadores, telefones, casacos, headphones, revistas e jornais, tudo navega dentro da carrinha como se estivéssemos em casa. Uma casa apertada, é certo, mas muito calorosa.



Sempre gostei dos soundchecks, tenho a oportunidade de ver a sala vazia e posso passear pelos sítios na perspectiva do espectador. É também nestes momentos que tento perceber tudo o que se passa naquele ecrã gigante atrás de nós, o nosso cinemascope portátil.



A minutos de entrar em palco, alguém fazia um telefonema nos bastidores.



De um lado as luzes apagam-se, do outro acendem-se. Vila Real foi mais uma noite belíssima, sala esgotada numa cidade gelada. É sempre bom saber que nem os graus negativos que chegaram nessa noite impediram tanta gente de estar presente. Obrigado a todos!

No dia seguinte, o caminho para casa foi feito com um tema em repeat. Este:



"God that was strange to see you again
Introduced by a friend of a friend
Smiled and said 'yes I think we've met before'
In that instant it started to pour,
Captured a taxi despite all the rain
We drove in silence across Pont Champlain
And all of the time you thought I was sad
I was trying to remember your name...

This scar is a fleck on my porcelain skin
Tried to reach deep but you couldn't get in
Now you're outside me
You see all the beauty
Repent all your sin

It's nothing but time and a face that you lose
I chose to feel it and you couldn't choose
I'll write you a postcard
I'll send you the news
From a house down the road from real love...

Live through this, and you won't look back...
Live through this, and you won't look back...
Live through this, and you won't look back...

There's one thing I want to say, so I'll be brave
You were what I wanted
I gave what I gave
I'm not sorry I met you
I'm not sorry it's over
I'm not sorry there's nothing to save

I'm not sorry there's nothing to save..."

Stars "Your Ex-Lover Is Dead"
davidfonseca às 00:20
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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

On The Road: Setúbal



O Teatro Luisa Todi é um dos maiores onde estivemos até agora, mas nada que assustasse uma banda em plena euforia a meio da digressão. Esta noite gerou alguns dos melhores momentos desta digressão e a receptividade foi incrível, com um público atento e conhecedor das canções antigas e novas.

Algumas imagens deste dia:



Gosto das várias formas que cada camarim assume em cada teatro por onde passamos. Agrada-me a ideia de terem passado por ali músicos, actores, artistas de todas as áreas que se enervaram e prepararam para entrar em palco nestes espaços. Eu sou mais um a acrescentar alguma vida momentânea ao espaço, mesmo que acompanhado do acessório mais nerd de todos.



Felizmente, a nerdness afecta-nos a todos e dá algumas imagens bem interessantes. Aqui o nosso teclista Paulo descontrai durante o soundcheck da Miss Redshoes.



Que fazia eu de laço a 15 minutos do início do concerto? Respostas num concerto perto de si.



No dia seguinte, olhei para o teatro da janela do meu quarto antes de sair para Vila Real. Quem diria que todas aquelas coisas se tinham passado ali dentro apenas umas horas atrás?



Entre viagens e sonos curtos, alguns momentos de descontracção com a primeira série de "Flight of the Conchords", uma dupla estranha de músicos neo-zelandeses à solta em Nova-Iorque.
davidfonseca às 17:12
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