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Domingo, 1 de Novembro de 2009

António Sérgio

 

No final dos anos 80 e inícios dos anos 90, a música não circulava por todo o lado, muito menos por Leiria. Não havia internet, não víamos a MTV. Os concertos eram escassos e o mainstream musical tomava conta de quase tudo. Passavam-se cassetes gravadas de mão em mão, limpavam-se agulhas e vinis. Os nomes das bandas mais interessantes eram passadas de boca-em-boca, não sabíamos como eram as suas caras ou as suas idades. Vi uma foto dos Pixies apenas 2 anos depois de ouvi-los.

 

No meio de tudo isto, existia o António e o seu "Som da Frente". Um canal directo para um outro mundo longe do nosso, um sítio onde a música falava sempre mais alto do que tudo o resto. Acertávamos os dias (e as noites) para estar com ele na sua viagem de descobertas, partilhando o deslumbre pela novidade, pelo risco, pelos sons nunca antes ouvidos, universos longínquos e fabulosos. À mesma hora, no mesmo sítio, um clube secreto conhecido por todos.

 

Anos mais tarde, tive a honra de ser convidado a estar no seu programa na Rádio Comercial. Eu e o Ricardo Fiel tocámos dois temas ao vivo ao lado do Mestre, um momento absolutamente único para quem partilhou tantas noites com a sua música. Saímos dos estúdios com uma excitação adolescente, tínhamos conhecido o homem cuja voz nos tinha guiado por tantas vezes para fora da nossa realidade musical.

 

António Sérgio, obrigado e até sempre.

davidfonseca às 23:34
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11 comentários:
De Yoanita a 2 de Novembro de 2009 às 03:46
Lamento a minha ignorância mas não conhecia este senhor. No entanto foi-me deveras prazeroso conhecê-lo à luz do teu olhar, do teu sentir, das tuas palavras.

A morte tem o amargo condão de revelar o que há de mais importante numa vida. E o amor imortaliza.
Tenho a certeza que ele está muito melhor do que nós (não que queira lá estar - atenção - porque eu ainda sou masoquista e prevejo sê-lo largamente, a não ser que o Planeta Vermelho mande isto tudo pó galheiro, ou algum outro imprevisto).

António Sérgio, que a tua alma não só descanse em paz, como possa fazer altas parties, dormir até tarde e desbundar a maciez de todas as nuvens. Tirar férias noutras galáxias sem pagar taxa. Obrigada pelo que deixaste a quem te ama.

Um abraço
De Eu a 9 de Novembro de 2009 às 12:49
Conhecias sim, pelo menos a voz.

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