Depois de um concerto muito especial com o Camané e Mário Laginha (onde acabei por dar voz a alguns dos meus temaspreferidos de sempre), regressei à minha estrada pessoal para mais duas surpresas desta digressão: Batalha e Malveira.
A todos os que lá estiveram, um grande obrigado por tamanha manifestação e festa. Quando a electricidade fez das suas e desligou todo o equipamento durante um tema no 2º encore, o público da Malveira cantou por nós e fez-se ouvir de forma incrível. É por coisas destas que vale sempre a pena!
Chegado a casa, tento pôr o sono em dia e recuperar as energias dispersas por esse país fora. Sento-me e vagueio pelos canais de televisão, leio jornais de há 3 dias atrás, faço planos para os dias futuros e olho para o ecrã deste computador. Penso no que fez começar tudo isto, nas canções, nos primeiros acordes de cada ideia, nas palavras que surgiram no isolamento da minha sala. É incrível como tudo isto passa de um extremo para outro, da descoberta pessoal para a festa suprema, noite após noite.
A próxima etapa está mesmo aqui: Vila Nova de Cerveira (19 AGO), Esposende (21 AGO) e Penafiel (22 AGO), quem segue este comboio?
Entretanto, a televisão continua ligada na MTV2 e passa esta canção. Sou catapultado para o passado a uma velocidade vertiginosa, a sensação de outros verões muito mais quentes que este, a repetição absurda de todo este disco a toda a hora e em todo o lugar. Uma das canções mais bonitas de sempre num álbum que marcou tantas gerações.
"...and you can make it last, forever you"
E volta tudo outra vez durante estes 4:09 minutos, como se a canção conseguisse guardar uma coisa que já fugiu há muito. E agora vou procurar o disco em questão e dar uma volta ao quarteirão do passado.
Este disco marcou mesmo muita gente. Recebi-o no Natal de 95 do meu irmão mais velho e foi companhia constante e forma de contacto com outros fãs dos SP nos EUA, onde passei todo o ano seguinte. Por serem edições diferentes, fiz negócios engraçados com a discografia existente até então. O culto do coleccionador, da edição especial, que nós cá não temos muito, lá é levada ao extremo. Por outro lado, foi muito estranho ver um pavilhão com 30,000 pessoas num concerto em Phoenix absolutamente fenomenal começar a ficar vazio à medida que o concerto ia avançando noite dentro. Acho que o "feeling" num concerto em Portugal não tem mesmo nada a ver com o que se vê por lá, seja num coliseu apinhado ou nas Festas de Avis (sim, também lá estive ;)).
As fotos do Paulo Martins estão geniais!!!! Então a de contraluz!!!! e claro, gosto muito da tua música, David. Tu tb tens fotos e vídeos espectaculares. Este blo está mto bem feito. Parabéns.
Também lá estive, nesse concerto especial com Mário Laginha e Camané do ensaio ao fim. Eram proibidas fotos e filmagens e eu na minha grande ingenuidade acreditei que seria a única a fazê-lo, muito secretamente, para que os artistas saíssem ilesos... Afinal, os artistas não se importam!.. e o meu que é muito melhor que estes continua meu, só meu, secretamente, sem ninguém saber.