
"Thriller" foi o primeiro disco que tive. Sei-o de trás para a frente e, tal como os milhões de fãs nos anos 80, imitava os seus passos de dança da melhor forma que conseguia. Voltei a ouvir o disco recentemente e não envelheceu um único acorde, permanecendo genial e resistente à desfiguração do seu criador, cada vez mais estranho e desligado do mundo real.
A sensação que fica é algo triste, uma estrela que já foi "bigger than life" desaparecer num momento de declínio tão obscuro. Que o seu passado recente não faça esquecer a genialidade do homem que, em muitos sentidos, revolucionou a indústria musical como poucos conseguiram fazer.
Em várias ocasiões, cantei a canção "Billie Jean" em palco, mas este senhor deu-lhe uma vida própria. Aqui fica uma versão apropriada para o momento: